terça-feira, 21 de junho de 2011

Prefeitura de Pelotas realiza concurso com altos índices de reprovação


Prefeitura de Pelotas realiza concurso...

com apenas 20% de aprovação

No município de Pelotas temos muitas escolas, a maioria delas muito boas, mas a pergunta é: Qual seria a medida tomada pela Secretaria Municipal de Educação se uma dessas escolas tivesse um índice de aprovação de apenas 20%? E se no caso dessa escola (fictícia) algumas turmas tivessem resultados menores que 1% de aprovação? Acredito que, no mínimo, esta escola teria que refazer a sua avaliação, como já ocorreu no final de 2009, quando as escolas da rede municipal de Pelotas tiveram que realizar o “provão” no início do ano letivo de 2010 devido ao elevado índice de reprovação de algumas escolas no ano anterior. Lembrei dessa situação agora porque a Prefeitura Municipal de Pelotas acaba de realizar um concurso no qual o índice geral de aprovação foi em torno de 20%, dos mais de 18 mil inscritos pouco mais de 4 mil conseguiram aprovação na prova da primeira fase, mesmo assim os aprovados, na sua maioria, obtiveram nota pouco acima do mínimo exigindo. Esta situação é recorrente em todos os cargos para os quais foi realizado o concurso, mas os casos mais graves ocorreram nos cargos de professores, como no caso do cargo de professor de Ensino religioso onde a aprovação foi de 3%, professor de Matemática com aprovação de 2% ou Professor de Educação Física com menos de 1%, havendo inclusive o caso de professor de libras onde a aprovação foi zero, isto mesmo, não houve aprovados. Então, qual é a resposta da Secretaria Municipal de Educação e Desportos para estes resultados. O que pensa a administração municipal que investiu verbas públicas na realização do concurso para que a comunidade não ficasse sem os serviços a que tem direito? O que irão responder a sociedade quando faltar profissionais, médicos, professores e não tiver nenhum para nomear apesar do concurso realizado? E a empresa contratada, não tem responsabilidade sobre estes resultados? A quem cabe questionar os fatos? Qual a posição do ministério público e do tribunal de contas? A resposta a estas perguntas é o mínimo que a comunidade pelotense merece, pois trata-se de coerência entre o que se cobra dos profissionais, das escolas, da sociedade e o que se faz na prática. A Prefeitura deve uma explicação à sociedade e tem o dever de cobrar da empresa MS Concursos do Mato Grosso do Sul, que está realizando o concurso, a correção dos fatos a fim de evitar que seus  efeitos possam causar mais prejuízos ao erário público, aos inscritos no concurso e a população em geral. É o mínimo que se espera de um governo que diz se preocupar com a qualidade do serviço prestado a população do município.

2 comentários:

Escola Mariana Eufrásia disse...

A prefeitura apresenta inércia em relação a este tema. O fato foi levantado em várias rodas de conversa envolvendo funcionários e familiares que prestaram concurso. Talvez a única resposta que tenhamos seja o silêncio para no futuro vermos a contaratação através de contrato administrativo, já que ano que vem temos eleições municipais, de cabos eleitores pagos pela prefeitura.

Ricardo disse...

Esta é a triste realidade da nossa cidade prestes a conpletar 200 anos. Enquanto eles fazem a festa os problemas se multiplicam